Fazendo a barba em Kadıköy, Istambul | Barbearias Pelo mundo

Comida em Istambul
Canal Bósforo
Hagia Sofia
Café

Finalmente, Istambul! Minha impressão não poderia ser melhor.Carnes, doces e temperos que enchem a boca d’água só de lembrar.

Cafés charmosos e convidativos em cada esquina.Templos e mesquitas que ecoam misteriosos cânticos islâmicos cidade adentro (cinco vezes ao dia, todos os dias).E ruas fer-vi-das, lotadas de gente de tudo que é canto, em qualquer hora (nota: foi a cidade que mais encontramos restaurantes abertos 24 horas nos últimos quase 3 anos como nômades).

Além, claro, de uma das maiores concentrações de barbudos por metro quadrado que você vai encontrar.Istambul também tem uma característica curiosa: é uma cidade que se divide em duas pelo canal de Bósforo, um estreito que liga o mar Negro ao mar Mármara, e que faz com que uma parte de Istambul esteja na Europa e outra, na Ásia.A maior parte dos turistas fica na parte Européia.

Lá também estão as principais atrações turísticas de Istambul, como o museu Hagia Sofia, a Mesquita Azul e a Torre Gálata.Se você estiver viajando para ficar poucos dias na cidade, vale a pena ficar nessa região (que é enorme e cheia de bons segredos para desbravar!).

Como minha esposa e eu ficamos lá durante 2 semanas, optamos por dividir metade da estadia em cada lado da cidade. Valeu a pena demais!O lado asiático de Istambul é bem diferente do europeu.

Poucos turistas se aventuram por lá, o que faz com que essa área seja a “dos locais”.Os preços são mais baratos, o que acaba atraindo uma galera de perfil mais jovem e estudante.

Por consequência, vimos por lá uma noite (ainda) mais agitada, moderna e divertida.Especificamente os bairros de Kadıköy (onde ficamos) e Moda são uma delícia de passear, explorar as ruas do mercado local (com seus peixes frescos, azeitonas, frutas e castanhas), comer um lahmacuhn (tipo de pizza de frigideira com cobertura de carne moída e molho de tomate) ou parar numa barraquinha de rua para comer em pé uma porção de mexilhões frescos recheados de arroz com limão… Incrível!!!

Desde já, aviso: se virar no lado asiático não é tão simples. A maioria das pessoas e restaurantes deste lado não falam inglês (e nem tem um menu ocidental). A dica é pesquisar se o lugar tem um Instagram ou nos aplicativos de viagem (Yelp, Foursquare, TripAdvisor etc).

Daí, é apontar a foto do prato - e torcer pra vir certo. ;)

A barbearia

Cirak
O salão da barbearia em Istambul

Então, sem mais delongas, foi nesse bairro que procurei dar um trato na barba. Na minha pesquisa, o lugar que achei com melhor avaliação era a Seyyah Berber, do “Barbeiro Nômade” (como este autor que vos escreve).

Porém, ao chegar lá, dei com a cara na porta. No Google Maps, dizia que estava aberto. Só que não.

Provavelmente o barbeiro ainda estava viajando.Por sorte, logo ali perto, vi uma barbearia simples e pequena, bem bonita e novinha - a Cirak - que parecia, inclusive, ter sido inaugurada há pouco tempo. Me aventurei a entrar na cara e na coragem.

Vi que todos os quatro barbeiros estavam ocupados. Um deles, provavelmente o dono, que estava cortando o cabelo de um cliente na cadeira mais próxima da recepção, me cumprimentou em inglês, me perguntou se eu poderia esperar 10 minutos e se eu queria tomar um chá turco (sim, obrigado).Enquanto esperava, tive uma boa sensação.

A decoração do lugar era minimalista, de madeira, como se tivesse sido projetada por um bom arquiteto. A trilha sonora era uma playlist de música eletrônica chillout. O ar-condicionado estava bombando.

Lá fora, o calor era de fritar um ovo no asfalto. Me deu a impressão de estar num “oásis”, no meio do deserto. Até tinha um cacto do meu lado na mesinha de espera.Passados não mais que 10 minutos, meu barbeiro me chamou com o dedo.

Ele não falava praticamente nada de inglês. Para os barbudos viajantes, fica a dica: leve fotos da sua barba, em várias posições. O barbeiro da 1ª cadeira, suposto dono do lugar, veio até nós dois e instruiu, em turco, o que meu barbeiro deveria fazer.

Hey boys, hey girls… here we go!

Yahel, o filho e eu
A pia na bancada
Franklin em Istambul

Apesar de não falar nada em inglês, meu barbeiro foi de uma simpatia só. E se esforçou para nos comunicarmos.

Perguntou de onde era e meu nome. E

ntão, me disse o dele: Yahel.Yahel, o barbeiro, me pediu para repetir umas 3 vezes seu nome até que eu tivesse a “mesma” entonação dele.

Depois, me mostrou pelo Google que é o mesmo nome de um famoso ator local.Seu filho, que devia ter uns 12, 14 anos, trabalhava com ele de assistente (num sábado, viu?). Ele varria o chão em volta, trazia a toalha e trocava os pentes da máquina de barbear para o pai.

Garoto sagaz!

O corte não foi um dos melhores, mas também não foi ruim. Nota 7.

Prefiro quando a barba é acertada na navalha, que é algo que eles não usam por lá. É tudo na máquina.

O lugar em si, a experiência de fazer a barba na Turquia e a simpatia de Yahel e seu filho valeram a experiência (nota 10).

Aproveitei que estava lá e cortei o cabelo também.

Curti mais que a barba. Como em Cuba, saí de lá com o corte de um local, com direito a um gel que precisei tomar banho umas 2 vezes até sair do cabelo de tão forte… rsUma curiosidade: lá, eles não lavam o cabelo naquela cadeira típica do Brasil, que a gente encosta o pescoço e joga a cabeça pra trás.A pia fica na mesa em frente aos barbeiros, na própria bancada em que eles apoiam seus produtos e instrumentos (vi isso em mais de uma barbearia por lá).

Na hora de lavar, você tem que mergulhar a cabeça pra frente… levei um tempo pra entender que eu deveria fazer isso (uma cena surreal e atrapalhada, mico de turista).E o preço? Baratinho. Corte de barba e cabelo não saíram por mais de R$ 35,00 (50 liras turcas).

Coisas de Turquia…Curtiu? Se tiver alguma dúvida ou comentário, só falar! Aproveita e veja como são outras barbearias pelo mundo nessa coluna mensal ;)

Franklin Costa

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