Com quantas barbas se recupera uma floresta?
Todo ano, entre fevereiro e março, acontece um dos momentos mais esperados aqui na Sobrebarba: nosso plantio das árvores na Reserva do Uatumã, na Amazônia.
É quando a gente faz as malas e parte numa expedição junto dos parceiros do IDESAM (Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas) pra ver de perto o trabalho de reflorestamento que é feito com as comunidades locais.
E o bacana é que isso tudo é resultado também de milhares de barbas bem cuidadas ao longo do ano, inclusive a sua, já que parte de cada venda no site Sobrebarba vai para o projeto de reflorestamento.
Este ano foi a nossa terceira expedição.

A expedição
Tudo começa em Manaus, na sede do IDESAM, onde biólogos, engenheiros florestais, pesquisadores, fotógrafos, ambientalistas e empresas parceiras se encontram antes de pegar a estrada até Itapiranga - uma cidadezinha que beira o Rio Amazonas - e nossa última parada antes de seguir de barco para a Reserva.

Dali são quatro dias sem energia elétrica, wi-fi ou celular, porém mais conectados que nunca. ;D}}
E o melhor de expedições assim são as novas amizades e contato com projetos incríveis.
Tem desde um autor de livros infantis que se uniu a uma especialista em nanotecnologia pra criar livros com repelentes naturais de mosquitos (e que foram distribuídos para crianças das comunidades locais durante a expedição), até um holandês que criou um sistema de fazendas comunitárias na Holanda que já sustentam centenas de famílias com produção orgânica própria, fugindo da cadeia de grandes produtores e supermercados. É muita história boa pra contar.

Lições pra vida
Parte da expedição é visitar as famílias responsáveis pelo plantio das nossas árvores, aprender um pouco mais sobre como funciona o sistema agroflorestal e também ajudar no plantio de novas mudas.
Esse aqui, por exemplo, é um dos berçários onde são mantidas as mudas das árvores que serão plantadas:

Dentro dele, o Ramom, parceiraço e engenheiro agrônomo do IDESAM, dá uma aula sobre os diferentes tipos de muda e a dependência que cada árvore tem uma da outra para um crescimento mais saudável dentro de uma agrofloresta.

Mas o mais emocionante de cada expedição é a visita às áreas de plantio. É ali que fica ainda mais claro o quanto é importante ter um propósito que vai além da simples venda de produtos. E ver de perto a mudança real que acontece na vida das pessoas envolvidas no projeto.

Em uma das áreas visitadas pude ver a primeira árvore plantada com o apoio dos barbudos que usam Sobrebarba: um Paricá.
Ele é importante para a recuperação do solo e por isso é uma das árvores que são plantadas primeiro em áreas mais degradadas. Ele pega nutrientes que estão em camadas mais profundas da terra e os traz para as folhas. É a partir daí que conseguimos plantar cacau, mandioca e guaraná onde antes não era possível.
Sério, queria poder levar lá cada um dos barbudos que contribuem todos os dias para esse projeto. Vocês estão mudando de verdade a realidade daquelas comunidades que antes dependiam do desmatamento para criação de pasto e hoje vivem do plantio de árvores frutíferas e raízes que fazem toda a economia local girar de forma mais sustentável.
Aqui dá pra conhecer um pouco mais do projeto:
O projeto continua
O que começou como um projeto de reflorestamento está ganhando corpo. O próximo passo agora é calcular todas as emissões de carbono da Sobrebarba: desde a produção na fábrica até a entrega dos produtos na sua casa. E com isso a gente quer neutralizar todas essas emissões com o plantio das árvores.
É só mais um passo para chegarmos no modelo que a gente acredita e sonha ter. Obrigado a todos os barbudos que fazem parte disso.